Próximo de chegar no fim eu reflito sobre todas as oportunidades que me dei, te dei, nos dei para que o fim não chegasse cedo. Enfim, o fim chegou mesmo assim. O que me conforta é saber que pra tudo existe um fim e então ele só foi adiantado. Adiantado porque eu desisti. É triste, mas eu desisti e nunca achei que eu desistiria de algo que eu queria muito, mas sempre soube que se um dia eu desistisse foi porque eu lutei até o último segundo e cansei. E assim foi, eu lutei. Lutei por que tenho coragem, lutei como uma mulher que carregava no peito um sentimento enorme, tão grande pra ser disperdiçado frente a todas as dificuldades. Lutei como uma mulher madura pra compreender todas as suas falhas. Enfrentei o tempo que foi covarde comigo quando te colocou na minha vida talvez no momento errado. Entendi que as relações humanas para darem certo depende de uma palavra chamada, disponabilidade, e fui disponivel pra você. Me fiz de surda para não escutar insultos daqueles que não queriam a nossa felicidade e para que tudo aquilo que acontecesse lá fora permanecesse lá fora, pois lá dentro era só nos dois. Dei minha cara tapa para ser julgada, golpeada, recriminada. Esperei pacientemente por você quando saia de casa me deixando dormindo, pois você mais do que nunca estava colhendo frutos. Cedi, porque a instrução dizia que nessas circunstância eu deveria ceder mais do que você, cedi tanto que deixei de lado muitas vezes minhas próprias vontades. Calei com medo de te perder, mas sempre calei te dando minhas verdades. Calei com medo de cuspir ofensas que te magoariam mesmo estando com a razão. Conversei quando queria brigar. Abri meu coração pro sentimento crescer e ser maior que eu. Pedi desculpas quando errei, assumi meus erros, mostrei que estava arrependida e me controlei para não os cometer novamente. Fui boa, digo que muito mais, eu fui boa demais. Lutei como gente que acredita muito, que tenta acreditar, mesmo tendo tudo pra desacreditar. Fui sua fuga, seu porto seguro. Tive coração pra perdoar aquilo que eu julgo não aceitar: Mentiras. Fiz planos que me faziam ouvir sinos e vestir um lindo vestido branco. E estava pronta pra te dizer um SIM caso você quisesse. Fui mais longe… Imaginei crianças correndo pela nossa casa, fruto de uma relação reciproca. Mas caminhei. Lutei. Tentei. Amei. E percebi que você se perdeu no meio do caminho. Estava eu, sozinha lutando, amando, tentando e cansada. Exausta de remar sozinha, de tentar sentir aquilo que eu não sentia mais em você ou talvez que nunca tivesse existido. Mas pra minha consciencia tranquila eu ganhei de bônus a certeza de que eu fiz tudo o que deveria ser feito. Fiz o que minhas mãos alcançavam e o que elas também não alcançavam. Se valeu a pena? Valeu. Tudo vale a pena pra quem tira aprendizado das experiências em que se passou. E aprendi a desistir mesmo que com muita dor. Que o dificil não é lutar pelo que você quer, mas desistir do que você mais ama. Desisti de amar por nós dois. Não porque não existe sentimento suficiente pra isso, mas por limitações psicicologicas e fisicas, não há amor unilateral que sustente uma relação. Desisti porque estava desistindo de mim ao achar que isso era muito. Mas é pouco. Desisti porque eu mereço mais. Mereço e devo ser amada e respeitada. Então, caminhando eu sigo, pois o que eu também aprendi com você é que a vida segue e que não será o fim do mundo e de fato não será. Esse amor, vai ficar guardado lá no fundinho junto com outros amores se misturarando pra que conforme o tempo passe ele perca sua prioridade em minha vida. Como nossas fotos no fundo de uma gaveta. Elas não serão esquecidas, nem jogadas fora, mas guardadas pra vez ou outra quando sentir saudades, olhar, lembrar dos momentos bons e guarda-las novamente. Sejamos felizes…
Wednesday Dec 12 @ 10:51pm